Caso Al-Qadir Trust: Imran e Bushra desafiam a recusa do registrador de SC em receber suas petições
⚡ Resumo rápido
ISLAMABAD: O ex-primeiro-ministro Imran Khan e sua esposa, Bushra Bibi, contestaram na Suprema Corte na segunda-feira a decisão do escrivão de devolver um conjunto de petições que contestavam a recusa do tribunal superior em suspender suas sentenças no caso Al-Qadir Trust de £ 190 milhões.
ISLAMABAD: O ex-primeiro-ministro Imran Khan e sua esposa, Bushra Bibi, contestaram na Suprema Corte na segunda-feira a decisão do escrivão de devolver um conjunto de petições que contestavam a recusa do tribunal superior em suspender suas sentenças no caso Al-Qadir Trust de £ 190 milhões.
Imran e Bushra Bibi foram condenados e sentenciados em Janeiro de 2025 no caso de corrupção, no qual um tribunal de responsabilização os considerou culpados de obterem milhares de milhões de rúpias e terras no valor de centenas de canais de uma empresa imobiliária por legalizar 50 mil milhões de rupias que foram identificadas e devolvidas ao país pelo Reino Unido durante o governo anterior do PTI.
O veredicto do tribunal dizia que os fundos de contas bancárias estrangeiras, anteriormente congelados pela Agência Nacional do Crime (NCA) do Reino Unido, foram repatriados para liquidar as dívidas da cidade de Bahria, em vez de serem adicionados ao gatinho nacional. O tribunal concluiu que Imran, quando era primeiro-ministro, concordou com uma escritura confidencial de transferência ilegal de fundos para liquidar a responsabilidade da cidade de Bahria.
Imran foi condenado a 14 anos de prisão no caso, e Bushra foi condenado a sete anos de prisão.
O casal contestou as suas condenações no Tribunal Superior de Islamabad (IHC) logo após terem sido condenados. Eles também haviam entrado com pedidos de suspensão de suas penas, os quais foram interpostos em maio de 2025.
Depois de o casal ter solicitado a fixação urgente dos seus pedidos de suspensão em Abril, o IHC rejeitou os pedidos em Maio, declarando-os infrutíferos, uma vez que os principais recursos contra as condenações já estavam marcados para audiência.
Na semana passada, a IHC concedeu um adiamento final ao advogado de Imran, Sardar Latif Khosa, avisando que não seria tolerado mais atraso.
Na segunda-feira, Imran e Bushra contestaram a decisão do cartório de registro de SC de devolver seus apelos contra a ordem do IHC de 30 de abril. Durante essa audiência, o presidente do tribunal da IHC enfatizou que o melhor caminho seria uma decisão antecipada do recurso principal, mesmo quando o advogado de Imran solicitava a suspensão da pena.
O cartório de registro de SC devolveu as duas petições separadas por não serem aceitáveis, explicando que, uma vez que o IHC aprovou a ordem impugnada enquanto exercia a jurisdição sob a Seção 32 da Portaria de Responsabilidade Nacional (NAO) de 1999, o recurso contra tais ordens cabe apenas ao Tribunal Constitucional Federal (FCC), nos termos da Seção 32-A do NAO.
Posteriormente, o casal contestou hoje a negação do cartório por meio de um recurso de câmara, interposto por seu advogado, Barrister Salman Safdar, nos termos da Ordem V, Regra 3 das Regras do Supremo Tribunal de 2025.
O recurso da câmara sustentou que o cartório estava investido principalmente de poderes administrativos e processuais relativos ao arquivamento e processamento de casos.
“Tais poderes limitam-se a garantir o cumprimento dos requisitos processuais, incluindo o escrutínio da forma, limitação e outros defeitos prescritos, e não se estendem à adjudicação de questões substantivas ou justiciáveis”, argumentou o recurso da câmara, acrescentando que a determinação da sustentabilidade, particularmente quando envolve a interpretação de disposições constitucionais ou estatutárias, era uma função judicial que exigia a aplicação de raciocínio jurídico e a consideração de argumentos rivais.
Tal jurisdição “cabe exclusivamente ao Supremo Tribunal e não pode ser exercida pelo escrivão em capacidade administrativa”, afirmou.
O recurso alegou que, ao devolver as petições, o cartório não levou em consideração o aspecto crucial de que, nos termos do artigo 175-A da Constituição, quaisquer decisões, decretos, ordens finais e sentenças de tribunais superiores poderiam ser objeto de recurso na FCC se expressamente previsto em lei.
Argumentou que a Seção 32A do NAO previa um segundo recurso à FCC contra uma decisão do tribunal superior nos termos da Seção 32 da Portaria, após a rejeição de um primeiro recurso. “No entanto, o NAO não prevê expressamente a possibilidade de recurso contra uma ordem proferida sobre um pedido de suspensão de pena, mesmo quando tal pedido surge num recurso ao abrigo da Secção 32 da Portaria”, afirmou o recurso da câmara.
“Consequentemente, tendo em vista o recurso de apelação limitado (apenas segundo recurso) previsto na Seção 32A do NAO de 1999, e na ausência de qualquer recurso legal específico, a ordem que indeferiu o pedido do recorrente de suspensão da sentença nos termos da Seção 426 do CrPC era passível de ataque perante a Suprema Corte do Paquistão nos termos do Artigo 185 (3) da Constituição”, argumentou o recurso da câmara.
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