Com o acordo Irão-Estados Unidos, o súbito relaxamento dos preços do petróleo
⚡ Resumo rápido
Mal o anúncio de um acordo de paz ocorreu, os mercados respiraram fundo.
Mal o anúncio de um acordo de paz ocorreu, os mercados respiraram fundo. As bolsas passaram todas a sessão no verde enquanto o petróleo, o WTI americano ou o Brent do Mar do Norte começaram a cair cerca de 5%, situando-se em torno dos 80 dólares por barril. Para os mercados, escaldados pelo recorde de 120 dólares por barril alcançado em Abril, é um relaxamento; as empresas aeronáuticas e automobilísticas viram as suas ações valorizar-se significativamente. Para além dos mercados, países inteiros sentem um imenso alívio. Para os países exportadores de hidrocarbonetos do Golfo, as perdas cumulativas de abastecimento já ultrapassaram mil milhões de barris no final de Maio, de acordo com a Agência Internacional de Energia. O Iraque, por exemplo, obtém 90% das suas receitas das exportações de petróleo bruto. Os países importadores de hidrocarbonetos do Médio Oriente também estão tranquilos. A Ásia, em particular, que recebe 8 milhões de barris de petróleo dos vinte que normalmente atravessam diariamente o Estreito de Ormuz, estava em dificuldades.
Mas nem tudo está para melhor no melhor de todos os mundos possíveis. Teerão não desistiu da ideia de taxar os navios que atravessam o Estreito de Ormuz, ignorando o direito internacional. O Irão chegou a tributar certos navios de países que não lhe são hostis, cerca de 2 milhões de dólares por petroleiro, para os deixar passar pela zona. Com 32 mil navios a passarem pelo Estreito de Ormuz em 2025, estima a televisão estatal iraniana, isto poderá representar um lucro inesperado de 64 mil milhões de dólares por ano – pelo menos. Mas nem os Estados Unidos nem os membros do G7 querem ouvir falar disso. A manobra aumentaria o custo do ouro negro e poderia inspirar outros países ribeirinhos de estreitos marítimos, acredita Emmanuel Macron em particular.
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