Foram apresentadas evidências diretas de que os suplementos de ômega-3 chegam ao cérebro. No entanto, não evitou a memória, a função cognitiva ou a atrofia do hipocampo. Por que os nutrientes que chegaram ao cérebro não conseguiram proteger a saúde cerebral? Um estudo realizado por pesquisadores da Keck School of Medicine da University of Southern California (USC) e publicado na revista internacional eBioMedicine deixa esta questão em aberto. Kang Seong-hoon, professor de neurologia do Hospital Guro da Universidade da Coreia, disse: “Este estudo é um dos estudos mais bem elaborados sobre suplementação de DHA (ácido docosahexaenóico) conduzido até o momento”. “A maior característica é que medimos diretamente a concentração de DHA no líquido cefalorraquidiano e confirmamos se ele é realmente entregue ao cérebro”. Kim Ki-woong, professor de psiquiatria do Hospital Bundang da Universidade Nacional de Seul, avaliou este estudo dizendo: “Precisamos olhar para a metade bem-sucedida e a metade fracassada juntas”. A metade bem-sucedida é a prova de entrega cerebral. Quando um suplemento contendo 2g de DHA foi tomado diariamente, a concentração de DHA no líquido cefalorraquidiano aumentou cerca de 17% em 6 meses. O índice de ômega-3 dos glóbulos vermelhos também é médio.