ISLAMABAD: Os advogados Imaan Zainab Mazari-Hazir e Hadi Ali Chattha entraram com uma petição na Suprema Corte (SC) na quarta-feira, buscando uma audiência antecipada de sua contestação a uma decisão do Tribunal Superior de Islamabad (IHC) de 19 de fevereiro no polêmico caso de postagens nas redes sociais. Em 24 de janeiro, um tribunal de Islamabad condenou Imaan e Hadi a um total de 17 anos de prisão por múltiplas acusações ao abrigo da Lei de Prevenção de Crimes Eletrónicos (Peca). Em Fevereiro, o IHC negou o pedido dos advogados para a suspensão das suas sentenças de 17 anos sob Peca. A controvérsia no centro do caso decorre de uma denúncia apresentada sob Peca em 12 de agosto de 2025, pelo diretor assistente da NCCIA Islamabad (oficial de investigação) perante o Centro de Relatórios de Crimes Cibernéticos, FIA. A denúncia acusava Imaan de disseminar e “propagar narrativas que se alinham com grupos terroristas hostis e organizações proscritas”, enquanto o seu marido foi implicado por republicar algumas das suas publicações. Apresentado pelo advogado sênior Faisal Siddiqi, o pedido na quarta-feira buscava a fixação de um recurso anterior contestando a sentença nos termos do Artigo 185(3) da Constituição e solicitou uma audiência na próxima semana. Embora o tribunal superior tenha emitido notificações aos réus sobre o pedido, não suspendeu as suas sentenças. “É política estabelecida do Supremo Tribunal que as questões criminais tenham prioridade, especialmente quando as questões dizem respeito à fiança ou à suspensão da pena”, afirma o novo requerimento. Também destacou a Seção 7 da Lei SC (Prática e Procedimento) de 2023, que estabelece que qualquer pedido que implore urgência deve ser marcado para audiência no prazo de 14 dias. Imaan e Hadi estão presos desde a sua detenção em Janeiro num caso registado contra os dois por protestarem fora do IHC e alegadamente maltratarem o presidente da Ordem dos Advogados do IHC (IHCBA). Embora a detenção tenha suscitado críticas por parte de organismos de direitos humanos, políticos e jornalistas, que sublinharam o direito do casal a um julgamento justo, um tribunal de sessão condenou-os a 17 anos de prisão no caso das publicações nas redes sociais, apenas um dia após o desenvolvimento. O casal contestou a sua condenação interpondo recursos separados no IHC em 7 de Fevereiro. Em 30 de Abril, apresentaram outro recurso no SC, procurando uma audiência antecipada dos seus fundamentos contra a sua condenação.