Entidades e políticos do AM repercutem decisão que encerrou ação da Fiesp contra benefícios da Zona Franca
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Vista aérea de fábricas instaladas no Polo Industrial de Manaus Divulgação/Suframa Políticos e entidades do Amazonas se manifestaram após a decisão da Justiça Federal que encerrou a ação movida pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) contra benefícios fiscais da Zona Franca de Manaus (ZFM) previstos na reforma tributária.
Vista aérea de fábricas instaladas no Polo Industrial de Manaus
Divulgação/Suframa
Políticos e entidades do Amazonas se manifestaram após a decisão da Justiça Federal que encerrou a ação movida pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) contra benefícios fiscais da Zona Franca de Manaus (ZFM) previstos na reforma tributária.
A decisão foi assinada na quarta-feira (10) pelo juiz federal Náiber Pontes de Almeida. O magistrado entendeu que a ação civil pública apresentada pela Fiesp não era o instrumento jurídico adequado para questionar os dispositivos da reforma tributária relacionados à Zona Franca de Manaus. Por isso, o processo foi encerrado sem análise do mérito.
Em nota, o Sindicato da Indústria de Aparelhos e Componentes Elétricos e Eletrônicos do Estado do Amazonas (Sinaees-AM) afirmou que "a decisão representa importante salvaguarda, neste momento, para a segurança jurídica e a manutenção da competitividade da ZFM".
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A Associação PanAmazônia também comentou o caso. A entidade destacou a importância dos incentivos fiscais para o modelo econômico da Zona Franca de Manaus e informou que continuará acompanhando a discussão.
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"Recebemos a decisão com tranquilidade, mas sem ilusão de que o tema esteja encerrado. Trata-se de decisão de primeira instância, sujeita a recurso. A Associação PanAmazônia seguirá acompanhando o caso e participando de todas as discussões que envolvam o futuro dos incentivos regionais", afirmou o diretor executivo da associação, Belisário Arce.
Nas redes sociais, a Associação Comercial do Amazonas (ACA) destacou sua participação no processo por meio da assessoria jurídica da entidade.
"A ACA participou do processo, por meio de sua assessoria jurídica, o escritório Pedro Câmara Advogados, na condição de amicus curiae, contribuindo tecnicamente para a defesa das prerrogativas constitucionais da Zona Franca de Manaus", disse um trecho.
O senador Omar Aziz (PSD-AM) afirmou que houve atuação conjunta da bancada amazonense para preservar a competitividade da Zona Franca de Manaus.
"Confio que, em momentos como este, não existe bandeira partidária: todos nós defenderemos os empregos e a Zona Franca de Manaus como nosso modelo econômico. Fizemos todo um trabalho para preservar a competitividade das nossas indústrias", disse.
Já o senador Eduardo Braga (MDB-AM) classificou o encerramento da ação como uma vitória e destacou a atuação de entidades ligadas ao setor.
"Uma vitória de todos. Trabalhamos juntos e juntos vencemos a poderosa Fiesp [...] Primeira vitória, primeira batalha, dos muitos rounds que já tivemos ao longo desses 50 anos", afirmou.
Entenda a decisão
A ação apresentada pela Fiesp questionava dispositivos da legislação que criaram créditos presumidos do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS) para empresas instaladas na Zona Franca de Manaus.
Ao analisar o caso, o juiz entendeu que a ação civil pública não poderia ser utilizada para contestar a constitucionalidade da norma. Segundo a decisão, esse tipo de discussão deve ser feito por instrumentos específicos, cuja análise cabe ao Supremo Tribunal Federal (STF).
O magistrado também considerou que a legislação brasileira não permite o uso de ação civil pública para questionar benefícios fiscais concedidos por lei. Por esse motivo, o processo foi encerrado.
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