Quase todos os indicadores das alterações climáticas estão a piscar a vermelho. Mas ainda temos as ferramentas disponíveis para devolver o equilíbrio ao planeta O oceano está com febre. Em 2025, o número de dias de ondas de calor marinhas – períodos prolongados em que o mar fica anormalmente quente e perigosamente quente – foi mais do triplo do que era no início da década de 1990. Estas não são estatísticas abstratas. Uma onda de calor marinha severa e persistente branqueia os recifes de coral, destrói as florestas de algas que abrigam os peixes jovens, esvazia os pesqueiros e – se ocorrer com frequência – pode fazer com que ecossistemas inteiros ultrapassem o ponto de recuperação. Karina Von Schuckmann é autora do IGCC e consultora sênior da Mercator Ocean International Continuar lendo...