Aviso de paralisação em frente à escola EM Geraldo Castelo, em Campo Grande Giovanna Dauzacker, TV Morena A paralisação dos professores da Rede Municipal de Ensino (Reme) deixou escolas municipais de Campo Grande sem aulas nesta sexta-feira (12). O movimento foi aprovado por unanimidade durante uma assembleia realizada pelo Sindicato Campo-Grandense dos Profissionais da Educação Pública (ACP) e tem como principal motivo a cobrança pelo cumprimento de um reajuste salarial de 5,4%. Algumas escolas, como a EM Geraldo Castelo, no Jardim Monte Libano, amanheceram com avisos nos portões. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 MS no WhatsApp Agora no g1 A decisão foi tomada após a categoria analisar a resposta da Prefeitura ao pedido de aplicação do percentual previsto na política do piso 20 horas. Segundo os professores, o reajuste faz parte de um acordo firmado anteriormente entre o município e os trabalhadores da educação. Em documento enviado ao sindicato, a Prefeitura informou que não tem condições financeiras de conceder o aumento neste momento, embora tenha reconhecido a existência do compromisso assumido com a categoria. A resposta gerou insatisfação entre os profissionais da educação. Cerca de 300 professores participaram da assembleia que definiu a paralisação. Durante o encontro, os trabalhadores defenderam a necessidade de ampliar a mobilização e cobrar o cumprimento do acordo. De acordo com o presidente da ACP, Gilvano Bronzoni, a reivindicação não se limita ao reajuste salarial. Segundo ele, a categoria busca garantir o cumprimento de uma política construída ao longo dos anos por meio de negociações entre professores e o poder público. Ao longo da assembleia, professores também destacaram a importância de fortalecer o diálogo com a comunidade escolar e manter a união entre os diferentes segmentos da rede municipal de ensino. Com a aprovação da paralisação, o sindicato iniciou os procedimentos legais para a realização do movimento e organizou ações de mobilização nas unidades escolares. A expectativa da categoria é que a paralisação pressione o município a retomar as negociações sobre a aplicação do reajuste previsto no acordo. Enquanto isso, estudantes da rede municipal ficaram sem aulas nesta sexta-feira devido à adesão dos profissionais ao movimento. Veja vídeos de Mato Grosso do Sul: