Trânsito no Anel Rodoviário (imagem de arquivo) TV Globo A Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou em 1º turno, nesta quinta-feira (11), um projeto de lei que autoriza a prefeitura a pedir empréstimo de até R$ 1 bilhão para obras e outras intervenções no Anel Rodoviário. O texto permite que o valor seja solicitado ao Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), do Brics, ou a outras instituições financeiras. ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 Minas no WhatsApp De acordo com a proposta, de autoria do Executivo, o dinheiro será investido em projetos que impactem a operação no Anel em áreas como habitação, mobilidade urbana, saneamento e sustentabilidade ambiental. Na justificativa do projeto, o prefeito Álvaro Damião (União Brasil) destacou que o Anel Rodoviário "desempenha função estratégica" na cidade, mas apresenta infraestrutura "inadequada" e "elevado número de acidentes". A gestão da via, que era responsabilidade da União, foi municipalizada há um ano, em junho de 2025. "Entre as intervenções prioritárias [...] destacam-se projetos de modernização, ampliação de viadutos, adequação das alças de acesso, restauração das passarelas existentes e implantação de novas passarelas. Além disso, é necessário aumentar a capacidade de escoamento do tráfego, eliminando afunilamentos", diz o texto. Agora no g1 A proposta recebeu 32 votos favoráveis e cinco contrários. O vereador Pedro Patrus (PT) disse não ser contra o empréstimo, mas defendeu mais transparência em relação à destinação dos recursos. "Nós precisamos ter mais informações. É aquela velha história do 'cheque em branco' para o Poder Executivo", afirmou. O líder do governo na Câmara, Bruno Miranda (PDT), declarou que vai propor a realização de uma audiência pública para que a prefeitura preste esclarecimentos sobre o empréstimo. "Tem muita coisa a ser feita no Anel Rodoviário. [...] Vai ser um Anel mais seguro e com uma mobilidade muito melhor para a nossa cidade". Transparência em obras Os vereadores também aprovaram um projeto que diz que a prefeitura poderá disponibilizar, nas placas de obras públicas, um QR Code com informações como o valor de parcelas executadas, a cópia digital do contrato e o status da intervenção. O projeto original, de autoria do vereador Pablo Almeida (PL), obrigava a inclusão do QR Code nas placas, mas a proposta foi aprovada em 2º turno na forma de um substitutivo proposto pelo líder de governo, Bruno Miranda. Vídeos mais vistos no g1 Minas: