Quem são os eleitores independentes e por que eles podem decidir a eleição, segundo a Quaest
⚡ Resumo rápido
O que mostra a pesquisa Quaest de junho Uma das principais movimentações captadas pela pesquisa Quaest de junho, divulgada nesta quarta-feira (10), ocorreu entre os chamados eleitores independentes, aqueles que não se identificam como lulistas, bolsonaristas, de esquerda nem de direita.
O que mostra a pesquisa Quaest de junho
Uma das principais movimentações captadas pela pesquisa Quaest de junho, divulgada nesta quarta-feira (10), ocorreu entre os chamados eleitores independentes, aqueles que não se identificam como lulistas, bolsonaristas, de esquerda nem de direita.
Segundo o diretor da Quaest, Felipe Nunes, esse grupo "trocou Flávio por Lula". Esse eleitorado corresponde a um terço do total e pode decidir a disputa. Os independentes são os eleitores que não se consideram nem de direita, nem de esquerda, nem bolsonaristas, nem lulistas.
Entre maio e junho, Lula ultrapassou Flávio Bolsonaro nesse segmento e abriu uma vantagem de 13 pontos percentuais na simulação de 2º turno entre os pré-candidatos à Presidência.
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Os independentes são os eleitores que não se identificam como lulistas, bolsonaristas, de esquerda ou de direita. Segundo a Quaest, esse grupo representa 32% do eleitorado brasileiro.
Ao analisar a composição do eleitorado, a consultoria conclui que os independentes têm potencial para decidir a eleição. Isso porque os dois principais campos políticos aparecem empatados em tamanho:
33% dos eleitores se definem como lulista (19%) ou de esquerda não lulista (14%);
outros 33% se definem como bolsonarista (12%) ou de direita não bolsonarista (21%).
Nesse cenário, os independentes funcionam como um grupo decisivo para desempatar a disputa entre os dois polos.
"Esses independentes pragmáticos são menos ideológicos. Para eles, democracia é muito importante, assim como segurança pública, corrupção e desburocratização", diz o diretor da Quaest, Felipe Nunes.
Presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ)
Reprodução
Independentes no 1º turno
Dados da pesquisa divulgada nesta semana mostram que, entre os eleitores independentes, 28% dizem votar em Lula no primeiro turno, enquanto 14% preferem Flávio Bolsonaro.
Na sequência aparecem Ronaldo Caiado (PSD), com 6%; Aécio Neves (PSDB) e Romeu Zema (Novo), com 4% cada; Renan Santos (Missão), Augusto Cury (Avante) e Samara Martins (UP), com 2%; e Joaquim Barbosa (DC), com 1%.
Entre os independentes, 19% se declaram indecisos. Outros 18% afirmam que pretendem votar em branco ou nulo, ou que não devem comparecer às urnas.
Lula, Flávio Bolsonaro, Renan Santos, Caiado e Zema
Divulgação e reprodução
A pesquisa Quaest foi encomendada pela Genial Investimentos e ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 8 de junho. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O registro no TSE é BR-07661/2026.
Independentes no 2º turno
Já no segundo turno, houve uma mudança importante em relação ao levantamento de maio. Entre os eleitores independentes, a intenção de voto em Lula subiu de 29% para 37%, um avanço de oito pontos percentuais. No mesmo período, Flávio Bolsonaro caiu de 31% para 24%, uma redução de sete pontos.
Pesquisa Quaest de intenção de voto no 2º turno entre Lula e Flávio Bolsonaro considerando apenas eleitores que se dizem independentes.
Arte/g1
Segundo Nunes, a maioria dos eleitores independentes está "desanimado, apático e está se abstendo do processo eleitoral. Dos 32% dos independentes, só 10% tendem a votar na eleição", diz.
Na pesquisa mais recente, o percentual de quem não vai votar saiu de 35% para 30%, e os indecisos passaram de 5% para 9%.
Pesquisa com todos os públicos
A pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) com todos os grupos políticos mostra que o presidente Lula (PT) lidera com 44% das intenções de voto em um eventual 2º turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL), que aparece com 38%. Não há mais empate técnico entre eles.
Na pesquisa anterior, divulgada em maio, Lula tinha 42%, e Flávio Bolsonaro, 41%. Em abril, era o senador quem aparecia numericamente à frente, com 42% contra 40% de Lula. Em março, os dois estavam numericamente empatados, com 41% cada.
Quaest: Intenção de voto para segundo turno - Lula X Flávio Bolsonaro (junho/2026)
Arte/g1
A pesquisa marca a mudança de um quadro que mostrava empate técnico desde março. Agora, Lula abre uma vantagem de seis pontos sobre o adversário.
Ainda assim, o cenário é mais acirrado do que já foi quando a série de pesquisas da Quaest começou, em agosto de 2025. Naquela época, Lula tinha dezesseis pontos de vantagem. Em dezembro, caiu para dez pontos. Foi no fim do ano que Flávio Bolsonaro anunciou que seria candidato.
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