Com lesão e corte de Wesley, Seleção Brasileira volta a sofrer pela terceira Copa seguida com jogadores da lateral-direita
⚡ Resumo rápido
Sem Wesley, Danilo é principal opção na lateral direita A convocação do técnico Carlo Ancelotti tinha apenas o jogador Wesley para a lateral-direita.
Sem Wesley, Danilo é principal opção na lateral direita
A convocação do técnico Carlo Ancelotti tinha apenas o jogador Wesley para a lateral-direita. Com a lesão e o corte dele, a dúvida é quem vai jogar no lugar do Wesley.
A partir desta segunda-feira (8), a responsabilidade dele é ainda maior. Danilo, que vinha jogando como zagueiro, é único lateral-direito de origem entre os 26 convocados. É que o Wesley se machucou no jogo de sábado (6) contra o Egito e foi cortado. Ele deixou a delegação no domingo (7) à noite.
“Ele está chateado, obviamente. Eu passei por isso em duas Copas do Mundo, sei bem como funciona”, diz Danilo, lateral da Seleção.
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É a terceira Copa seguida em que o Brasil sofre nessa posição. Em 2018, o titular Daniel Alves lesionou o joelho no mês da convocação. Danilo era o então reserva; virou a primeira opção e também se machucou. Primeiro o quadril logo após a estreia, depois, o tornozelo dias antes da derrota para a Bélgica.
Com lesão e corte de Wesley, Seleção Brasileira volta a sofrer pela terceira Copa seguida com jogadores da lateral-direita
Jornal Nacional/ Reprodução
Em 2022, outro problema no tornozelo. Dessa vez, na primeira partida. Danilo só voltou à equipe nas oitavas de final - e ainda jogou improvisado na esquerda por causa da contusão de outros colegas. Foi assim até a eliminação para a Croácia.
Em 2026, o drama começou em abril. Cotado para ser o dono da posição nesta Copa, Éder Militão sofreu uma contusão na coxa e nem pôde ser convocado. Agora, sem Wesley, Carlo Ancelotti decidiu improvisar.
“Danilo pode jogar em todas as posições. Com a lesão do Wesley, precisamos dele como lateral-direito. O Ibañez também pode jogar por ali, como jogou contra o Panamá”, afirma Carlo Ancelotti, técnico da Seleção Brasileira.
Aliás, uma improvisação dupla. O substituto escolhido é meio-campista Éderson, que faz mais de uma função.
A lateral-direita sempre teve atletas importantes nas cinco conquistas mundiais: Djalma Santos, Jorginho, os capitães Carlos Alberto Torres e Cafu. Com um representante solitário e muitas adaptações, o Brasil começa a busca pelo hexa.
Comentários
Denílson e Renata Vasconcellos em Nova York, nos Estados Unidos
Jornal Nacional/ Reprodução
O Jornal Nacional tem a honra de receber outro craque: o Denílson, pentacampeão do mundo pela Seleção Brasileira em 2002 e comentarista da Globo.
Renata Vasconcellos: Sem o Wesley, a gente fica sem uma posição na lateral-direita ofensiva. Eu queria te ouvir sobre isso.
Denílson, comentarista: Desejar uma ótima recuperação para o Wesley. À princípio, ele deve começar com o Danilo como lateral. Uma característica completamente diferente da que o Wesley exercia. Um jogador que saía mais para o jogo, dava essa opção de saída pelo lado direito. O Danilo é um jogador mais experiente, vai segurar um pouquinho mais no sistema defensivo. A Seleção perde um pouco nessa construção pelo lado direito.
Renata Vasconcellos: Marrocos, nosso próximo adversário. Não é fraco, não é moleza não. O Marrocos está há mais de 20 jogos invicto; foi o quarto colocado na última Copa do Mundo. Como Marrocos entra em campo com a Seleção Brasileira nesse próximo jogo?
Denílson: Marrocos tem como característica se defender muito bem. É um time muito compacto dentro da filosofia de jogo que eles têm. Então, eles procuram se fechar defensivamente e explorar o contra-ataque. Então, o Brasil precisa ficar muito atento, principalmente pelo lado direito de Marrocos.
Renata Vasconcellos: Com certeza o Carlo Ancelotti está ligado nisso. Essa é considerada a maior Copa do Mundo de todos os tempos. Será que essa também pode ser a Copa mais difícil de todos os tempos na sua opinião?
Denílson: Pode ser a Copa mais difícil pelo número de seleções. Apesar de que, na primeira fase, já um grande número de seleções acabam sendo desclassificadas, naturalmente. Mas a dificuldade em uma Copa do Mundo é igual. Independentemente do número de seleções que existe nessa Copa do Mundo, sendo a maior, a primeira vez na história, mas é muito difícil a Copa do Mundo independentemente do número de seleções.
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