Novos exames apontam evolução no tratamento da panturrilha direita de Neymar, diz CBF
⚡ Resumo rápido
Com Éderson e sem Neymar, Seleção Brasileira treina de olho na estreia da Copa do Mundo Veja como foi o dia da Seleção Brasileira. A reportagem é de Carlos Gil.
Com Éderson e sem Neymar, Seleção Brasileira treina de olho na estreia da Copa do Mundo
Veja como foi o dia da Seleção Brasileira. A reportagem é de Carlos Gil.
Ser convocado para uma Copa do Mundo é ótimo. Mas para o último a se apresentar sobra o papel de cumprimentar todos que já tinham chegado antes. Foi o que fez o Éderson. O volante desembarcou nesta segunda-feira (8) nos Estados Unidos. Foi para substituir o lateral-direito Wesley, cortado por uma lesão muscular na coxa esquerda, e já treinou com o restante do elenco.
"Éderson é um cara que pode jogar em mais de uma função. Que ele venha, que nos ajude se for necessário. É um grande jogador e tem vivido um momento muito importante na carreira dele", diz Bruno Guimarães, meio-campo da Seleção.
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Éderson foi para reforçar um setor do time que tem merecido uma atenção especial do técnico. A principal mudança do Brasil para a estreia na Copa deve acontecer no meio-campo. Os últimos amistosos, contra Panamá e Egito, fizeram crescer a sensação de que mais um jogador no meio - com um atacante a menos - pode equilibrar melhor a equipe.
“Ter um jogador a mais no meio, principalmente nesse último jogo, foi muito interessante. Acho que tenho um entrosamento com o Paquetá desde o Lyon. A gente se conhece muito bem. Então, ficou um pouco mais fácil para jogar", afirma Bruno Guimarães.
Lucas Paquetá está bem cotado para fazer companhia a Casemiro e Bruno Guimarães, a dupla que lidera as estatísticas de presença em campo na era Ancelotti. Bruno tem, ainda, o maior número de partidas pela Seleção em todo o ciclo para a Copa do Mundo - 33 dos 37 jogos.
"Vai depender de como o mister vai entender o jogo, como ele vai sentir que é melhor para a gente jogar. A gente fica ali na expectativa. Mas, eu acho que ele vai colocar os melhores, já que ele disse que já tem definido na cabeça dele o melhor time para jogar no sábado", diz Bruno Guimarães.
Também nesta segunda-feira (8), a CBF informou que novos exames apontaram uma evolução no tratamento da panturrilha direita de Neymar. O atacante segue em processo de recuperação e só deve ser relacionado para a segunda partida do Brasil na Copa, contra o Haiti.
Novos exames apontam evolução no tratamento da panturrilha direita de Neymar, diz CBF
Jornal Nacional/ Reprodução
Palco da estreia do Brasil
A repórter Débora Gares esteve no estádio onde o Brasil vai estrear na Copa do Mundo, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. É o segundo maior estádio dessa Copa do Mundo, com capacidade para mais de 80 mil pessoas. Só perde para o Estádio Asteca, na Cidade do México, que recebe mais de 100 mil pessoas, e vai ser o palco da estreia, do jogo de abertura dessa Copa do Mundo.
O Estádio Nova York/Nova Jersey é a casa de dois times de futebol americano - o New York Giants e o New York Jets - e passou por algumas adaptações. A Fifa removeu mais de mil assentos da arquibancada inferior para poder alargar o campo e, também, instalar aparelhos de refrigeração.
O Brasil pode fazer lá até três jogos. Além do de estreia no sábado (13), contra o Marrocos, pode disputar as oitavas de final e - a gente torce muito - para que dispute também a grande final no dia 19 de julho.
A Seleção continua se preparando para isso e para essa estreia. Nesta terça-feira (9) tem treino às 12h, pelo horário de Brasília, e entrevista coletiva às 15h30.
Comentário
Paulo Nunes e Renata Vasconcellos em Nova York, nos Estados Unidos
Jornal Nacional/ Reprodução
Durante a Copa do Mundo, Renata Vasconcellos vai ter a companhia de Paulo Nunes, comentarista da Globo e ex-jogador do Palmeiras, do Grêmio, do Flamengo e da Seleção Brasileira.
Renata Vasconcellos: Faltam cinco dias para a estreia do Brasil na Copa. Na sua opinião, como é que o Brasil chega nessa caminhada para o hexa?
Paulo Nunes, comentarista: Infelizmente, com dúvidas. Dúvidas no sistema tático. O Ancelotti mudou agora um 4-2-4 ele mudou para um 4-4-2, tentando fortalecer o meio-campo. Eu acho isso importante. E dúvidas também em jogadores. Ele chega para o começo da Copa do Mundo, para o primeiro jogo, a gente não sabe ainda qual o jogador pode ser o centroavante. Agora, a certeza que a gente tem, é um jogador no meio-campo, que vai mudar muito as característica da equipe.
Renata Vasconcellos: Então, para você, são mais dúvidas do que certezas nesse começo da caminhada?
Paulo Nunes: Eu acho que foi interessante o último jogo porque ele teve uma certeza e, para mim, muito boa. A do Paquetá. Eu tenho certeza que ele fortalece o meio-campo, dá uma dinâmica diferente e organiza um setor que era muito atacado pelas outras seleções. Eu acho isso importante. Agora, na frente, a dúvida é se ele vai de Igor Tiago, um centroavante de área, ou Matheus Cunha, para rodar o meio-campo.
Renata Vasconcellos: Você está falando da escalação do Carlo Ancelotti, técnico da Seleção Brasileira, para o time que vai estrear contra o Marrocos. Qual é a sua aposta?
Paulo Nunes: A minha aposta é que seja Matheus Cunha jogando um pouquinho mais a frente, dando um passo a frente, com o Paquetá como um meia, ajudando o Casemiro, o Bruno Guimarães. E aí os dois jogadores que são intocáveis: Vinícius Júnior e Raphinha.
Renata Vasconcellos: Neymar fez exames. A CBF disse que a recuperação dele é boa, mas que ele está fora, pelo menos para o próximo jogo contra o Marrocos. Qual a sua expectativa para a entrada do Neymar em campo?
Paulo Nunes: Para mim, é normalidade. Essa contusão não é uma contusão fácil, panturrilha não é assim. O atleta, principalmente o atacante, ele usa muito velocidade e movimento. Então, ele tem que estar bem. Por outro lado, acredito que no segundo jogo, jogando uns 20, 25 minutos, acredito eu que ele tenha condições. Mas, bem mesmo, para o terceiro jogo.
GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional
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