Vereador apresenta projeto para proibir rodeios após vídeos de supostos maus-tratos contra cavalos em Canoas
⚡ Resumo rápido
Prova de laço em rodeio crioulo Giovani Grizotti/RBS TV A repercussão de vídeos que mostram cenas de maus-tratos durante um rodeio no Parque Eduardo Gomes, em Canoas, levou o vereador Cris Morais (PV) a apresentar um projeto de lei que propõe a proibição de rodeios crioulos no município.
Prova de laço em rodeio crioulo
Giovani Grizotti/RBS TV
A repercussão de vídeos que mostram cenas de maus-tratos durante um rodeio no Parque Eduardo Gomes, em Canoas, levou o vereador Cris Morais (PV) a apresentar um projeto de lei que propõe a proibição de rodeios crioulos no município.
As imagens, que circularam nas redes sociais em maio, mostram peões responsáveis pelo manejo do gado desferindo estocadas contra bovinos durante a condução dos animais.
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Na justificativa do projeto, o parlamentar afirma que a proposta tem como objetivo a preservação da vida, e sustenta que práticas que envolvem sofrimento animal não podem mais ser aceitas sob o argumento de tradição ou cultura.
“É inadmissível que nos dias de hoje ainda tenhamos por cultura o sofrimento animal, a tortura, os maus-tratos e a dor alheia. Não se pode colocar a vida de seres vivos em risco por lucro ou entretenimento”, argumenta o vereador no texto.
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O presidente da Câmara de Vereadores de Canoas Abmael de Oliveira (PL) , diz ser contra a proposta. Segundo ele, o projeto atinge diretamente uma das principais manifestações da cultura gaúcha.
Para o parlamentar, o Rio Grande do Sul possui uma identidade cultural consolidada e transmitida de geração em geração, da qual os rodeios fazem parte. O vereador afirmou ainda que os proprietários e participantes dos rodeios costumam dedicar cuidados especiais aos animais utilizados nas provas.
“A gente sabe do tratamento que é dado aos cavalos e aos bois. Sou totalmente contrário ao projeto, porque ele fere principalmente a cultura do gaúcho”, declarou.
O presidente do Movimento Tradicionalista Gaúcho (MTG), Alessandro Gradaschi também afirmou ser contrário ao projeto, mas que o respeita. Diz que a entidade repudia qualquer prática de maus-tratos contra animais e destaca que os rodeios vinculados ao movimento devem seguir rigorosamente a legislação e os regulamentos tradicionalistas.
“Qualquer situação que leve aos maus-tratos dos animais nós não concordamos. Não é a orientação e não é aquilo que está nos nossos regulamentos. Caso isso venha a ser comprovado, vamos tomar as medidas cabíveis para coibir e punir os responsáveis”, afirmou.
Autor de um estudo indicando que os rodeios crioulos movimentam R$ 2 bilhões anuais na economia do estado, o economista da Universidade Feevale José Moura diz que denúncias de maus tratos devem ser punidas com rigor, mas é preciso considerar o impacto econômico de uma eventual proibição dos rodeios na cidade.
"A proibição total dos rodeios crioulos pode gerar impactos econômicos, sociais e culturais significativos, afetando empregos, renda e diversas atividades ligadas à cadeia produtiva tradicionalista", defende o professor.
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