Médica se emociona ao falar com passageira que salvou de parada cardíaca em voo: 'Disse que deve a vida a mim'
⚡ Resumo rápido
Médica ginecologista salva vida de passageira em voo A médica ginecologista e obstetra de São José do Rio Preto (SP) que salvou uma passageira durante uma parada cardiorrespiratória em pleno voo para o Rio de Janeiro conversou com a paciente por chamada de vídeo no Dia das Mães, após descobrir que a mulher tinha deixado a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Médica ginecologista salva vida de passageira em voo
A médica ginecologista e obstetra de São José do Rio Preto (SP) que salvou uma passageira durante uma parada cardiorrespiratória em pleno voo para o Rio de Janeiro conversou com a paciente por chamada de vídeo no Dia das Mães, após descobrir que a mulher tinha deixado a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
O caso ocorreu em 29 de abril, em um voo da Latam que seguia de Congonhas, em São Paulo, para o Aeroporto Santos Dumont, no Rio. Carolina Rossignolo Torres, de 33 anos, dormia durante a aterrissagem quando ouviu os pedidos de socorro dentro da aeronave. Após o pouso, a passageira socorrida foi encaminhada para um hospital no Rio de Janeiro.
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Ao g1, Carol contou que soube que a passageira, de 43 anos, que não vai ser identificada pela reportagem, estava viva no dia 4 de maio, quando embarcava de volta para São Paulo. De acordo com ela, um trabalhador da companhia aérea a reconheceu e contou que a paciente teria alta da UTI.
Ginecologista e obstetra Carolina Rossignolo Torres, de 33 anos, de São José do Rio Preto (SP)
Carolina Rossignolo Torres/Arquivo pessoal
Desde o dia da emergência, a médica relata que queria saber qual tinha sido o desfecho do caso. Depois de receber a notícia do trabalhador, ela conseguiu o contato da família por meio do marido da paciente, que enviou um e-mail agradecendo pelo atendimento.
"Fiquei feliz demais. Abracei minha amiga e chorei de emoção. O que mais me emocionou foi saber que ela estava viva, bem e cuidando da saúde”, lembra Carolina.
O marido da passageira e a médica trocaram telefones e, dias depois, Carolina entrou em contato com a paciente para uma chamada de vídeo, feita justamente no Dia das Mães. Recuperada, consciente e ao lado da família, de acordo com Carolina, a passageira conversava normalmente.
"Foi muito especial ver aquela mulher ali falando comigo, sensação de dever cumprido bateu forte. Foi um alívio. Ela é mãe de uma criança de 6 anos e de uma adolescente de 15 anos. Eu trabalho com mães desde que elas descobrem que serão mães. Saber que aquela mulher também era mãe mostrou que não foi só uma vida recuperada, mas a de uma família”, celebra a médica.
Durante a ligação, a paciente agradeceu pela ajuda recebida e contou detalhes do período de internação. Segundo Carolina, ela relatou que os médicos responsáveis pelo tratamento destacaram a importância do atendimento rápido, ainda no aeroporto, para a recuperação sem sequelas neurológicas.
"Ela agradeceu por eu ter tomado a iniciativa de atendê-la, por ter ficado ao lado dela durante todo o processo e por não ter desistido dela. Ela falou que deve a vida dela a mim. Isso foi muito impactante porque é muita coisa alguém dizer que deve a própria vida a você. Eu só fiz o que tinha que fazer."
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Médica de Rio Preto (SP) que salvou passageira em voo recebeu e-mail da família dela
Carolina Rossignolo Torres/Arquivo pessoal
🩺 Socorro rápido
Médica de Rio Preto (SP) fazia viagem para o Rio de Janeiro quando salvou passageira em voo
Carolina Rossignolo Torres/Arquivo pessoal
Carolina viajava para comemorar o aniversário de uma amiga e assistir ao show da cantora Shakira, quando ouviu os gritos de socorro. Assim que percebeu a gravidade da situação, a médica foi em direção à passageira que estava desacordada na poltrona. Ao verificar os sinais vitais da mulher, percebeu que ela estava sem pulso e iniciou os procedimentos de emergência.
Como o avião já estava praticamente pousando, Carolina decidiu, junto aos comissários, colocar a paciente no espaço entre as poltronas para começar as manobras de reanimação cardiopulmonar.
Outros profissionais da saúde que também estavam no voo passaram a ajudar. Enquanto uma enfermeira e Carolina se revezavam nas compressões cardíacas, outra médica fazia ventilação boca a boca.
A equipe conseguiu um desfibrilador e iniciou os choques elétricos. Depois de quatro choques e 20 minutos de reanimação, a passageira voltou a apresentar pulsação.
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