Um acidente de helicóptero na Arábia Saudita matou 14 cidadãos sauditas no domingo, informou a agência de imprensa oficial do reino, acrescentando que a aeronave pertencia à gigante petrolífera estatal Aramco. A Agência de Imprensa Saudita, citando um funcionário do Ministério da Energia, informou que o helicóptero caiu em Ras Tanura, no leste do país. “O acidente custou a vida a todos os 14 passageiros, todos cidadãos sauditas”, disse a agência, acrescentando que estava em curso uma investigação para determinar a causa do acidente. O incidente ocorreu às 6h, horário local (03h GMT), informou a agência de notícias estatal. A Aramco afirma operar mais de 60 aeronaves, incluindo helicópteros, servindo mais de 300 heliportos na Arábia Saudita, o que a torna uma das maiores frotas corporativas da região. O acidente mortal ocorre num momento em que as nações ricas em petróleo do Golfo procuram aumentar a sua produção após os ataques iranianos e o encerramento do Estreito de Ormuz, uma via navegável vital para a exportação de petróleo e gás. A monarquia do Golfo não indicou que o incidente estivesse de alguma forma relacionado com um ataque hostil. Durante a guerra no Médio Oriente, os ataques iranianos tiveram como alvo instalações energéticas no Golfo. Ras Tanura alberga uma das maiores refinarias do Médio Oriente, com capacidade de 550.000 barris por dia, e é fundamental para o sector energético da Arábia Saudita. A Aramco retomou os carregamentos de petróleo bruto na sexta-feira em seu terminal Ras Tanura, no Golfo, depois de terem sido interrompidos por quase quatro meses. A refinaria foi alvo de vários ataques, nomeadamente durante um ataque de drones no início do conflito, que provocou um incêndio e forçou o seu encerramento parcial. Riad disse em abril que os ataques de semanas interromperam várias operações de produção em instalações importantes, com refinarias em Ras Tanura, bem como em Jubail, Yanbu e Riad como alvos. A Arábia Saudita, o maior exportador mundial de petróleo bruto, produz pouco mais de 10 milhões de bpd. Contribuições adicionais da Reuters.