Polícia diz ter desarticulado central clandestina de mineração de bitcoin ligada a furto de energia em Duque de Caxias
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Polícia diz ter desarticulado central clandestina de mineração de bitcoin ligada a furto de energia em Duque de Caxias Divulgação/PCERJ Em uma ação com a PM, a Polícia Civil desarticulou, nesta segunda-feira (15), uma central clandestina de mineração de criptomoedas que funcionava com energia furtada em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
Polícia diz ter desarticulado central clandestina de mineração de bitcoin ligada a furto de energia em Duque de Caxias
Divulgação/PCERJ
Em uma ação com a PM, a Polícia Civil desarticulou, nesta segunda-feira (15), uma central clandestina de mineração de criptomoedas que funcionava com energia furtada em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
Segundo a polícia, os agentes localizaram um galpão utilizado exclusivamente para a mineração de criptomoedas. No local, foram apreendidos 123 equipamentos do tipo Antminer S19 95T, além de transformadores, exaustores industriais, disjuntores de alta potência, computadores e outros aparelhos utilizados na atividade.
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De acordo com a corporação, a operação foi realizada por agentes da 59ª DP (Duque de Caxias), da 60ª DP (Campos Elíseos), da 66ª DP (Piabetá) e do Serviço Reservado do 15º BPM, após trabalho de inteligência e diligências de campo.
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Ainda de acordo com a Polícia Civil, a estrutura operava de forma remota, com sistema de monitoramento por câmeras e controle à distância. Durante as buscas, os agentes também encontraram documentos e identidades civis que, segundo os investigadores, podem estar relacionados à operação do empreendimento.
A corporação informou que os equipamentos apreendidos têm valor de mercado estimado entre R$ 400 mil e R$ 650 mil. Conforme levantamento preliminar da polícia, a estrutura poderia gerar faturamento bruto mensal entre R$ 50 mil e R$ 70 mil, a depender das condições do mercado de criptomoedas.
As investigações apontam que a operação era abastecida por uma ligação clandestina de energia elétrica. Segundo a Polícia Civil, o consumo irregular funcionava de forma contínua, 24 horas por dia, causando prejuízo estimado entre R$ 250 mil e R$ 350 mil por mês à concessionária de energia.
Durante a mesma ação, os agentes identificaram ainda uma empresa do setor de fabricação de plásticos que, segundo a polícia, também utilizava uma ligação clandestina para abastecer suas atividades.
De acordo com a Polícia Civil, o impacto financeiro da operação para o grupo investigado é estimado em cerca de R$ 885 mil. O valor, segundo a corporação, poderá ser revisto após a conclusão das perícias técnicas e das análises patrimoniais.
As investigações continuam para identificar todos os envolvidos e apurar se há participação de organizações criminosas na exploração da atividade e nas fraudes relacionadas ao fornecimento de energia elétrica.
Em maio, a Polícia Civil encontrou outra "fazenda" de mineração de criptomoedas, no Lins, Zona Norte da capital.
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