Justiça suspende despejo de famílias da comunidade Cajueiro, em São Luís
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Justiça suspende despejo de famílias da comunidade Cajueiro, em São Luís Divulgação/ DPE O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) suspendeu a ordem de reintegração de posse que ameaçava retirar dezenas de famílias da comunidade Cajueiro, na Vila Maranhão, em São Luís.
Justiça suspende despejo de famílias da comunidade Cajueiro, em São Luís
Divulgação/ DPE
O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) suspendeu a ordem de reintegração de posse que ameaçava retirar dezenas de famílias da comunidade Cajueiro, na Vila Maranhão, em São Luís. A decisão atende a um pedido da Defensoria Pública do Estado do Maranhão (DPE/MA), que apontou risco de violação ao direito à moradia e ao devido processo legal.
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A ação foi movida pelo defensor público José Augusto Gabina de Oliveira, do Núcleo de 2ª Instância da DPE/MA. Segundo a Defensoria, houve uma falha processual que deixou a comunidade sem defesa na fase final do processo, iniciado em 2013.
As famílias vivem na área há décadas e tiram da terra o sustento. Em uma primeira decisão, a Vara Agrária de São Luís deu ganho de causa aos moradores. Depois, porém, a Quinta Câmara de Direito Privado do TJMA aceitou um recurso apresentado por uma empresa privada e determinou a retirada da comunidade.
O processo teve o trânsito em julgado — quando não cabem mais recursos — reconhecido em junho de 2025. No entanto, a Defensoria argumentou que a ação era nula porque a instituição não foi intimada oficialmente sobre a decisão do tribunal.
Segundo a DPE/MA, a publicação da decisão foi feita apenas em nome da advogada de uma das rés. Com isso, dezenas de famílias ficaram sem representação jurídica na etapa final do processo.
Ao analisar o pedido da Defensoria, o desembargador Raimundo José Barros de Sousa considerou grave a falha no processo e apontou risco de dano social irreversível.
A Vara Agrária de São Luís já havia marcado uma reunião para organizar o cumprimento da ordem de despejo. Segundo a decisão, a retirada das famílias poderia deixar idosos, crianças e adolescentes sem moradia, além de comprometer plantações usadas para subsistência.
Com a decisão, a Justiça suspendeu a reintegração de posse e cancelou os atos relacionados ao despejo das famílias. A reunião preparatória marcada pela Vara Agrária de São Luís também foi cancelada.
Os moradores poderão permanecer na área até o julgamento definitivo da ação. A empresa citada no processo deverá apresentar resposta dentro do prazo legal.
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