Tem Solução: iniciativas no interior de SP recuperam rios e dão fim correto a toneladas de lixo eletrônico
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Tem Solução: iniciativas recuperam rios e dão fim correto a toneladas de lixo eletrônico O avanço das mudanças climáticas e os períodos prolongados de estiagem têm acendido o alerta para a urgência na preservação dos recursos naturais no interior de São Paulo.
Tem Solução: iniciativas recuperam rios e dão fim correto a toneladas de lixo eletrônico
O avanço das mudanças climáticas e os períodos prolongados de estiagem têm acendido o alerta para a urgência na preservação dos recursos naturais no interior de São Paulo.
Duas frentes de atuação ambiental — uma focada no campo e outra na cidade — ganham destaque ao propor soluções práticas para problemas crônicos: a escassez de água e o descarte irregular de lixo eletrônico.
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Em Jundiaí (SP), o foco está na raiz do abastecimento hídrico. O programa Nascentes Jundiaí, coordenado pela Secretaria de Agricultura do município, atua diretamente na recuperação de matas ciliares e áreas degradadas, com atenção especial para a bacia do Rio Jundiaí-Mirim, manancial que abastece a cidade.
Projeto em Jundiaí trabalha na recuperação de nascentes
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Até o momento, o projeto já abrange 42 hectares em processo de restauração florestal. No total, mais de 50 mil mudas de árvores foram plantadas na região.
"A gente já vê muitas propriedades com a água voltando a correr. Muitas dessas árvores são frutíferas, o que atrai a fauna e polinizadores como as abelhas. É um resultado muito positivo", explica Ana Maria Rufino, coordenadora do programa.
O processo de reflorestamento conta com a contrapartida de empresas locais, responsáveis pelo plantio e pela manutenção das áreas.
A fiscalização e o acompanhamento técnico são realizados pela prefeitura e, a partir do terceiro ano, o monitoramento fica a cargo da Companhia Ambiental do Estado de São Paulo (CETESB).
Iniciativas no interior de SP recuperam rios e dão fim correto a toneladas de lixo eletrônico
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Para o produtor rural Renê Fumache, que já contabiliza quase 11 mil mudas inseridas em sua propriedade ao longo de uma década, a iniciativa provocou uma mudança de mentalidade.
"No começo a gente pensa se compensa ceder um pedaço da terra para plantar, mas depois vê o benefício do retorno da água. Uma ação dessa devia ter vindo 50 anos atrás", relata.
Descarte de lixo eletrônico
Se na área rural o desafio é fazer a água brotar, nas zonas urbanas o obstáculo é evitar que o solo e os rios sejam contaminados pelo descarte incorreto de metais pesados.
Aparelhos celulares antigos, cabos, pilhas e eletrodomésticos quebrados acumulam-se em residências e encontram barreiras para a destinação correta.
Em Marília (SP), uma parceria entre o poder público e o setor privado busca simplificar esse processo por meio da logística reversa. Os moradores podem agendar a retirada gratuita de resíduos eletroeletrônicos pesados diretamente em suas casas.
Iniciativas no interior de SP recuperam rios e dão fim correto a toneladas de lixo eletrônico
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Após o recolhimento, os materiais são encaminhados para uma central de triagem em Assis (SP), onde ocorre a descaracterização e a separação de insumos.
"Todos os equipamentos coletados são levados para nossa base, que fica em Assis, e ali eles passam por um processo de separação de materiais. A gente desmonta e separa o ferro do plástico, do vidro, do alumínio, e depois esse material é encaminhado para empresas que vão fazer a reciclagem", destaca o empresário Marcos Ortega.
Iniciativas no interior de SP recuperam rios e dão fim correto a toneladas de lixo eletrônico
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A Green Eletron, gestora sem fins lucrativos de logística reversa, aponta que a infraestrutura tem se expandido significativamente.
Dos 51 municípios que integram a região de Marília, 49 já contam com pontos fixos de descarte para pilhas ou eletroeletrônicos. No cenário nacional, a rede já alcança mais de 1.300 cidades.
Ademir Brescansin, representante da entidade, reforça a importância da adesão comunitária.
"A gente tem hoje pontos de coleta, tanto de eletroeletrônicos quanto de pilhas, em mais de 1.300 municípios em todo o país. Quando a gente fala mais especificamente da região de Marília, para os 51 municípios, 49 deles possuem pontos de descarte de eletroeletrônicos ou pilhas. Então, pontos existem. E aí a gente depende muito dessa conscientização da população em levar os produtos para esses pontos"
Especialistas alertam que o lixo eletrônico jogado no lixo comum ou em terrenos baldios libera substâncias tóxicas que contaminam o lençol freático, prejudicando a saúde humana e inviabilizando recursos hídricos — justamente os mesmos que projetos como o de Jundiaí tentam proteger.
Iniciativas no interior de SP recuperam rios e dão fim correto a toneladas de lixo eletrônico
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