Presidente da Fifa lamenta corte de árbitro da Somália, mas diz que não pode mandar nos países-sede
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Presidente da Fifa fala sobre as polêmicas da Copa: 'Não somos reis do mundo' O presidente da Fifa, Gianni Infantino, falou nesta quarta-feira (10) sobre as polêmicas com os vistos negados e os ingressos cortados dos torcedores do Irã.
Presidente da Fifa fala sobre as polêmicas da Copa: 'Não somos reis do mundo'
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, falou nesta quarta-feira (10) sobre as polêmicas com os vistos negados e os ingressos cortados dos torcedores do Irã.
Era inevitável tratar sobre o que já aconteceu fora de campo.
“Foi algo infeliz o que houve com o Omar. Tentamos discutir, mas não somos reis do mundo, não temos controle sobre os governos e as polícias”, lamentou Infantino, referindo-se ao árbitro da Somália Omar Abdulkadir Artan, impedido de entrar nos Estados Unidos.
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Não foi o único conflito diplomático tratado na véspera da abertura da Copa no estádio Azteca. Antes mesmo de ser perguntado, Gianni Infantino citou o caso envolvendo a seleção do Irã:
“Eu estou feliz. Quando diziam, lá atrás, que seria impossível o Irã jogar a Copa, garanti que eles jogariam", conta.
Presidente da Fifa lamenta corte de árbitro da Somália, mas diz que não pode mandar nos países-sede
Jornal Nacional/ Reprodução
Infantino não citou a guerra, que começou em fevereiro. Os vistos dos atletas iranianos saíram apenas na semana passada. Membros da delegação não foram autorizados a entrar nos Estados Unidos. O Irã reclamou de tratamento discriminatório. Ingressos destinados a torcedores iranianos foram cancelados.
“Cada país tem o seu governo. O nosso mundo é muito agressivo e a segurança é nossa prioridade máxima. Temos que respeitar", diz Gianni Infantino.
Sobre o preço dos ingressos, que tem afastado torcedores, o presidente tirou a culpa da Fifa:
“Depois que vendemos, os ingressos entram em um mercado secundário, e os preços aumentam. Estamos abertos às investigações. O mais importante é: o que arrecadamos faz a Fifa investir nos países em que ninguém quer investir”.
Infantino terminou a entrevista como começou, fazendo um pedido:
'"Vamos viver essa emoção, que é a Copa do Mundo, em comunidade. Acho que isso é fundamental''.
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