Quest : 55 % pensent que les droits de douane américains affectent leur propre vie
⚡ Résumé rapide
Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) mostra que 55% dos entrevistados acreditam que as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil podem afetar suas vidas ou as de seus familiares, caso sejam implementadas.
Pesquisa Quaest divulgada nesta quarta-feira (10) mostra que 55% dos entrevistados acreditam que as novas tarifas impostas pelos Estados Unidos ao Brasil podem afetar suas vidas ou as de seus familiares, caso sejam implementadas.
O percentual é maior do que o dos que dizem que as taxas não farão diferença em seu dia a dia (37%). Os que não souberam responder ou não quiseram se manifestar somam 8%. Esta é a primeira pesquisa que mede a reação dos eleitores à nova ameaça do governo americano.
Flávio Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro e Paulo Figueredo com Donald Trump
Divulgação
Na semana passada, os EUA propuseram a aplicação de tarifas de 25% sobre mercadorias brasileiras após concluírem uma investigação que acusa o país de adotar práticas que restringem o comércio com os norte-americanos. A medida ainda não está em vigor.
O levantamento ouviu 2.004 pessoas com 16 anos ou mais entre os dias 5 e 8 de junho de 2026. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-07661/2026.
O questionário incluiu um bloco de perguntas sobre a percepção dos eleitores em relação ao relacionamento do Brasil com os Estados Unidos e aos vínculos dos pré-candidatos Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) com o presidente americano Donald Trump.
Encontro de Flávio com Trump
50% dos entrevistados afirmaram ter conhecimento sobre o encontro entre Trump e Flávio Bolsonaro, realizado no fim de maio. Outros 50% disseram não saber da reunião.
Em seguida, os eleitores responderam a perguntas sobre o apoio do presidente americano ao filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Agora no g1
PCC e CV classificados como terroristas
O levantamento também questionou os entrevistados sobre a decisão de Trump de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas.
63% afirmaram que já tinham conhecimento da medida, enquanto 36% disseram ter ficado sabendo do assunto apenas durante a entrevista. Outros 1% não souberam responder ou não quiseram se manifestar.
Em seguida, eles foram perguntados se organizações criminosas como o PCC e o Comando Vermelho deveriam ser consideradas organizações terroristas pelo governo brasileiro.
Para 60%, a resposta é sim. Outros 29% afirmaram que não. Os que não souberam ou preferiram não responder somam 11%.
A pesquisa também perguntou se essas organizações deveriam ser classificadas como terroristas pelo governo dos Estados Unidos. 45% concordam com a medida, enquanto 45% discordam. Os que não souberam ou preferiram não responder somam 10%.
Os entrevistados responderam se acreditam se Flávio Bolsonaro influenciou Trump na decisão de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas.
47% avaliam que o parlamentar teve influência na decisão. Já 37% dizem que ele não teve participação. Os que não souberam ou preferiram não responder somam 16%.
As facções passaram a ser classificadas como organizações terroristas pelo governo dos Estados Unidos em junho. A decisão foi divulgada pelo governo de Trump no fim de maio.
O anúncio foi feito um dia após Flávio Bolsonaro se reunir com o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio.
Especialistas em segurança avaliam que a decisão dos Estados Unidos de classificar facções brasileiras como organizações terroristas representa risco à soberania nacional. Já defensores da medida afirmam que ela pode abrir espaço para ampliar a cooperação internacional.
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