Moradores denunciam demora no resgate de garça ferida após ataque na praça Batista Campos, em Belém
⚡ Resumo rápido
Moradores denunciam demora no resgate de garça ferida após ataque em Belém Frequentadores da praça Batista Campos, em Belém, denunciaram a demora no atendimento a uma garça ferida neste domingo (7).
Moradores denunciam demora no resgate de garça ferida após ataque em Belém
Frequentadores da praça Batista Campos, em Belém, denunciaram a demora no atendimento a uma garça ferida neste domingo (7). A ave foi encontrada bastante machucada e com dificuldades de locomoção após ter sido atacada por urubus no local.
Uma frequentadora que registrou a cena em vídeo informou que acionou o Batalhão de Polícia Ambiental (BPA) ainda nas primeiras horas da manhã.
No entanto, segundo o relato, nenhuma guarnição havia chegado ao local até o início da tarde, o que gerou indignação em quem acompanhava o sofrimento do animal.
Em nota, a Polícia Militar (PM) informou apenas que o Batalhão de Polícia Ambiental realizou o resgate da garça e que o animal será encaminhado para atendimento veterinário especializado. Não foram fornecidos detalhes sobre o motivo da demora relatada pelos moradores.
Garça ficou ferida e debilitada após ser atacada por urubus na praça Batista Campos.
Reprodução / TV Liberal
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Morte frequente de garças
Quem passa pela praça Batista Campos diariamente afirma já ter presenciado aves caindo mortas durante caminhadas. A dificuldade em conseguir socorro para os animais também é um ponto de crítica.
Frequentadores e trabalhadores da praça Batista Campos, cartão-postal de Belém, denunciam a morte constante de garças, além de um possível aumento descontrolado da população das aves, o que resulta no acúmulo de fezes e mau cheiro em diversas áreas do espaço.
Animais doentes e mortos são avistados com frequência por quem passa pela praça Batista Campos, em Belém.
Reprodução / TV Liberal
A situação afeta diretamente a economia local. O vendedor de água de coco, Paulo Figueiredo, conta que as vendas caíram drasticamente. Segundo ele, o forte odor e o risco de ser atingido pelas fezes afastam os clientes.
"As pessoas que fazem cooper (caminhada) nem passam mais deste lado da rua por causa da sujeira", lamenta o vendedor.
Frequentadores disseram que precisam correr em certos trechos para evitar "acidentes" com as necessidades das aves. Apesar da presença de equipes de limpeza urbana, a ação é considerada insuficiente, já que bancos e brinquedos infantis permanecem constantemente sujos.
A Prefeitura de Belém, por meio da Secretaria de Meio Ambiente (Semma), informou que os animais sob responsabilidade da gestão municipal são os de cativeiro e não os de vida livre, como as garças.
Causas ambientais
Praça Batista Campos, em Belém.
Agência Belém
De acordo com biólogos locais, as garças buscam a praça por ser um dos poucos espaços na cidade que ainda preservam árvores de grande porte, ideais para a construção de ninhos.
O biólogo Basílio Guerreiro alerta para a necessidade urgente de uma investigação técnica. "Se muitos animais morrem no mesmo período, é preciso realizar exames de necropsia para identificar se a causa é uma doença viral, bacteriana ou lesão física", explica.
A comunidade afirma que busca soluções junto ao poder público há mais de um mês. Segundo a médica Andreia Lobato, que frequenta a praça, contatos foram feitos com o Centro de Zoonoses e com a Adepará, mas até o momento não houve resposta efetiva ou plano de ação para cuidar das aves, que são consideradas símbolos culturais da capital paraense.
Sobre o caso, o Ibama Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) comunicou que, até o momento, não existem estudos ou ações de manejo em andamento pela superintendência do órgão no Pará voltados especificamente à população de garças do local.
O instituto ressaltou que qualquer intervenção exige um diagnóstico técnico prévio, elaborado por profissionais habilitados, que deve ser apresentado pelo município ao órgão ambiental competente.
O g1 solicitou mais informações e posicionamento à Adepará acerca das denúncias, mas não obteve respostas até a publicação desta reportagem.
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